

O Brasil vive um dos cenários mais críticos de cibersegurança do mundo. Segundo um novo relatório da NordVPN, o país registrou mais de 700 milhões de ataques virtuais em apenas 12 meses — uma média de 1.379 golpes por minuto. No universo móvel, onde o smartphone concentra dados pessoais, financeiros e profissionais, o risco é ainda maior: o Brasil lidera a América Latina em ataques direcionados a celulares, com 1,2 milhão de incidentes detectados em 2023.
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E o problema é silencioso. Conforme explica Marijus Briedis, CTO da NordVPN, os ataques atuais se tornam quase imperceptíveis. “A maioria das pessoas não percebe que seu telefone foi comprometido até que seja tarde demais. Os hackers estão melhorando em se manter invisíveis enquanto roubam seus dados em segundo plano”, afirma.
Invasões móveis: como os ataques agem sem serem notados
O relatório detalha sinais comuns que indicam que o celular pode estar comprometido — muitos deles ignorados pelos usuários. Entre os principais indícios estão:
- drenagem acelerada da bateria;
- queda abrupta no desempenho do aparelho;
- consumo anormal de dados;
- instalação de aplicativos ou arquivos desconhecidos;
- travamentos e reinicializações espontâneas;
- abertura de apps sem comando;
- pop-ups e redirecionamentos mesmo com o navegador fechado.
Briedis reforça que registros de fotos, vídeos ou áudios capturados sem autorização também são alerta máximo: isso pode indicar acesso remoto ao microfone ou à câmera.

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Hackers sofisticam táticas e exploram brechas cotidianas
Os criminosos digitais ampliaram seus métodos, aproveitando tanto vulnerabilidades técnicas quanto comportamentais. Entre as técnicas mais usadas estão:
- phishing via WhatsApp e SMS;
- instalação de aplicativos infectados;
- redes Wi-Fi públicas sem proteção;
- cabos de carregamento adulterados;
- portas USB públicas capazes de instalar malware.
Com o celular assumindo o papel de carteira digital, chave de casa, documento pessoal, ferramenta de trabalho e hub financeiro, o impacto de uma invasão vai muito além do desconforto. “Quando seu telefone é comprometido, as consequências podem comprometer sua segurança financeira, expor comunicações pessoais e até facilitar roubo de identidade. Em muitos casos, pode paralisar sua vida inteira”, destaca Briedis.
O risco não é isolado. Entre 2004 e 2025, brasileiros já tiveram 416 milhões de contas violadas, segundo dados citados no relatório. Isso reflete uma fragilidade estrutural na segurança digital do país.
Como se proteger: recomendações da NordVPN
O estudo enfatiza a necessidade de uma postura proativa frente ao crescimento dos ataques. As orientações incluem:
- Manter o sistema e aplicativos sempre atualizados, corrigindo brechas antes da exploração criminosa.
- Evitar cabos desconhecidos e estações de carregamento públicas, optando por adaptadores que bloqueiam transferência de dados.
- Instalar aplicativos apenas das lojas oficiais, após verificar avaliações e permissões.
- Usar VPN em redes públicas, protegendo o tráfego contra interceptação.
- Desativar Wi-Fi e Bluetooth quando não estiverem em uso, reduzindo portas de entrada.
- Utilizar senhas fortes, biometria e autenticação multifatorial.
Caso haja suspeita de invasão, o protocolo recomendado inclui desconectar o aparelho da internet, desligá-lo, alterar senhas a partir de outro dispositivo seguro e rodar uma análise antivírus. Em casos graves, pode ser necessário restaurar o celular às configurações de fábrica.
Um alerta para 2026
O relatório da NordVPN reforça que a explosão de ataques virtuais no Brasil não é apenas um fenômeno tecnológico, mas um problema urgente de segurança nacional. Com o celular no centro da vida moderna, especialistas alertam que a combinação de prevenção, educação digital e ferramentas de proteção será decisiva para evitar novos recordes alarmantes nos próximos anos.
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Redação tecflow
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