Câmara aprova urgência para o PL dos Data Centers: Entenda o Redata e seus incentivos

Em uma movimentação estratégica para o setor de tecnologia, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026), o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 278/2026. A proposta institui o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), um pacote de incentivos fiscais para acelerar a infraestrutura digital no Brasil.

Com a aprovação da urgência, o projeto ganha celeridade e será analisado diretamente no plenário, sem a necessidade de passar por comissões temáticas.

O que é o Redata e o que muda para as empresas?

O Redata foi criado para reduzir as barreiras financeiras na construção e expansão de centros de processamento de dados. O autor do projeto, deputado José Guimarães (PT-CE), argumenta que os altos custos iniciais de implantação hoje afastam investimentos globais do país.

Principais benefícios fiscais

O regime prevê a suspensão do pagamento de tributos federais na compra de equipamentos e componentes de tecnologia (TI), tanto no mercado interno quanto por importação. Os tributos contemplados são:

  • Imposto de Importação;
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • PIS/Pasep e Cofins (inclusive na importação).

A isenção definitiva: Uma vez que a empresa cumpre as condições do regime, a suspensão desses impostos é convertida em alíquota zero, garantindo isenção total sobre o ativo imobilizado.

Contrapartidas: Sustentabilidade e inovação

Para usufruir dos incentivos do Redata, as empresas não apenas recebem benefícios, mas assumem compromissos com o desenvolvimento do país. As exigências incluem:

  • Sustentabilidade: Uso exclusivo de energia de fontes limpas ou renováveis e altos padrões de eficiência hídrica.
  • Reserva de Capacidade: Disponibilização de, no mínimo, 10% da capacidade instalada para o mercado interno.
  • Investimento em P&D: Aplicação de 2% do valor dos equipamentos incentivados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil.
  • Vigência: O regime terá um prazo inicial de 5 anos.

Impacto no mercado brasileiro de tecnologia

A aprovação do regime coloca o Brasil em uma posição mais competitiva na disputa global por infraestrutura de dados, essencial para o avanço da Inteligência Artificial e da economia digital.

Além dos operadores de data centers, o projeto beneficia a cadeia de fornecedores, que poderão se “coabilitar” para adquirir insumos com os mesmos descontos fiscais, desde que os produtos finais sejam destinados aos centros de dados habilitados.

Status da Votação: A aprovação da urgência foi simbólica, contando apenas com a oposição formal dos partidos Psol e Novo. O texto principal deve ir a voto em plenário nos próximos dias.

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Redação tecflow

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