
O que você faria se tivesse apenas três horas para salvar todos os dados da sua empresa? Esse é o tempo recorde que o cibercrime levou em 2025 para destruir defesas e criptografar servidores inteiros. Um novo relatório global da Barracuda Networks traz um dado aterrorizante: 90% dos incidentes de ransomware exploraram firewalls vulneráveis por meio de softwares sem correção ou contas desprotegidas.
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O relatório Barracuda Managed XDR revela que o que antes era considerado a “primeira linha de defesa” tornou-se o alvo favorito dos atacantes devido a descuidos fatais e sistemas obsoletos.
O ataque de 3 Horas: a velocidade destruidora do Ransomware Akira
O caso mais rápido documentado envolveu o ransomware Akira, que completou todo o ciclo, da invasão inicial à criptografia dos dados, em apenas três horas. De acordo com o relatório, esse cronograma comprimido “oferece às equipes de defesa uma janela mínima para detecção e resposta”.
Um dos sinais mais claros de que o desastre é iminente é a movimentação lateral dentro da rede. Os dados são precisos: “96% dos incidentes que envolveram movimentação lateral resultaram na execução do ransomware”, o que serve como um alerta crítico de que o ataque já está em estágio avançado.

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Falhas de 2013 ainda abrem portas em 2026
Um dos pontos mais alarmantes do estudo é a sobrevivência de falhas antigas. A vulnerabilidade mais detectada, a CVE-2013-2566, data de 2013. Trata-se de uma falha em um algoritmo de criptografia desatualizado presente em sistemas legados, como servidores antigos.
Além disso, os criminosos estão cada vez mais focados em ferramentas legítimas de TI e softwares de acesso remoto para contornar a segurança. O relatório aponta que uma em cada dez vulnerabilidades detectadas já possuía um exploit conhecido, com atacantes armando falhas ativamente, especialmente na cadeia de suprimentos.
O salto nos ataques à cadeia de suprimentos
Se a sua empresa é segura, o seu fornecedor pode não ser. Os incidentes envolvendo a cadeia de suprimentos ou terceiros dispararam para 66% em 2025, contra 45% no ano anterior. Os invasores buscam o elo mais fraco para violar defesas complexas.
Merium Khalid, diretora de Segurança Ofensiva do SOC na Barracuda, alerta para a simplicidade com que os alvos são comprometidos:
“Os atacantes só precisam encontrar uma brecha para ter sucesso”, alertou Khalid.
Ela destaca que detalhes negligenciados, como um dispositivo não autorizado, uma conta de ex-funcionário não desativada ou uma funcionalidade de segurança mal configurada, são o suficiente para o sucesso do crime.
Como sobreviver à era do Ransomware Ultra-Rápido
Para Khalid, a solução reside em sistemas integrados. Ela defende que “uma solução de segurança integrada, alimentada por IA e gerenciada por especialistas pode fazer a diferença”.
Medidas urgentes para organizações:
- Atualização Imediata: Não ignore patches de segurança no firewall e em softwares de acesso remoto.
- Monitoramento de Movimentação Lateral: Detectar o invasor antes que ele pule de uma máquina para outra é a única forma de parar o cronômetro do Akira.
- Desativação de Sistemas Legados: Servidores antigos com criptografia de uma década atrás são convites abertos para invasores.
- Gestão de Terceiros: Audite a segurança dos parceiros que possuem acesso à sua rede.
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Redação tecflow
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