Nova regra do governo pode “enterrar” metade das eólicas no Nordeste

Uma decisão de bastidores acaba de colocar em xeque o futuro da energia limpa no Brasil. Uma diretriz aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu uma distância mínima de 12 milhas náuticas (cerca de 22 km) da costa para a instalação de parques eólicos offshore. O que parecia uma regulamentação técnica, na prática, pode inviabilizar quase 50% dos projetos mais promissores do Nordeste.

O “paredão” invisível que encarece a conta

O grande problema é geográfico. No litoral nordestino, a profundidade do mar aumenta bruscamente após os primeiros 10 quilômetros. Ao empurrar as turbinas para além das 12 milhas, o governo obriga as empresas a abandonarem as fundações fixas, que são mais baratas, e adotarem estruturas flutuantes. Essa mudança dispara os custos de instalação e manutenção, tornando muitos projetos financeiramente impossíveis de sair do papel.

Conta de luz sobe acima da inflação e sufoca brasileiros

Enquanto o setor elétrico discute infraestrutura, o consumidor sente o impacto direto no bolso. Dados da Abrace Energia revelam que, entre 2000 e 2024, a tarifa residencial saltou impressionantes 401,4%, superando a inflação de 340% no mesmo período. Para 2026, a previsão da Aneel é de uma nova alta de 8%, o dobro da inflação projetada. O governo estuda empréstimos para segurar esse reajuste, mas especialistas alertam: o alívio de hoje pode virar uma “bola de neve” ainda mais pesada no futuro próximo.

Petróleo em chamas e o impacto nos combustíveis

O cenário global também não ajuda. Após declarações do presidente americano Donald Trump e a escalada dos conflitos no Oriente Médio, o petróleo Brent disparou, acumulando alta de mais de 50% desde o início das tensões entre EUA, Israel e Irã. Com o barril superando os US$ 109, a Petrobras enfrenta uma pressão absurda para reajustar o diesel e a gasolina, que já operam com preços significativamente defasados em relação ao mercado internacional.

Ano eleitoral e o “pacote” de R$ 742 bilhões

Em meio à crise energética e de preços, o Brasil se prepara para um 2026 de fortes estímulos econômicos. Projeções da ARX Investimentos indicam que a atividade econômica receberá uma injeção de R$ 742 bilhões, um aumento de 139% em relação ao ano anterior. O montante, que representa 5,4% do PIB, será impulsionado por créditos do BNDES e gastos estaduais, desenhando um cenário de alta liquidez às vésperas das eleições, enquanto o mercado de crédito privado já começa a mostrar sinais de esgotamento.

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