Por que o phishing continua funcionando: cinco pontos cegos das empresas, segundo dados da KnowBe4

Phishing

Treinamento esporádico, excesso de confiança e baixa maturidade em segurança ajudam a explicar por que o phishing segue avançando nas empresas

Mesmo com o avanço das ferramentas de cibersegurança, o phishing continua entre as principais portas de entrada para ataques contra empresas. O motivo vai além da tecnologia: em muitos casos, as brechas continuam no comportamento humano e na forma como as organizações tratam a segurança no dia a dia.

Um levantamento da KnowBe4, a plataforma mundialmente reconhecida que aborda de forma abrangente a gestão de riscos humanos e de IA com agentes, reforça esse cenário. A empresa analisou 67,7 milhões de simulações de phishing realizadas com 14,5 milhões de usuários em mais de 62 mil organizações no mundo. Antes de qualquer treinamento em segurança, 33,1% dos usuários clicam em links ou interagem com mensagens de phishing simuladas.

Para a empresa, o dado mostra que o problema não está apenas na sofisticação dos ataques, mas também em falhas recorrentes dentro das próprias organizações. A partir dessa base, a KnowBe4 mapeou cinco pontos cegos que ajudam a explicar por que o phishing continua funcionando.



Cinco pontos cegos nas empresas

  • O treinamento ainda é tratado como ação pontual: Quando a conscientização acontece de forma isolada, o impacto tende a ser limitado. Segundo a análise, programas contínuos de treinamento fazem diferença mais concreta. Em 90 dias, a taxa de suscetibilidade ao phishing pode cair cerca de 40%.
  • A cultura de segurança continua frágil: Mensagens que imitam comunicações internas, como avisos de RH ou de TI, seguem entre as que mais geram cliques nas simulações. Isso mostra como a confiança na rotina corporativa pode ser explorada com facilidade quando segurança não faz parte da rotina corporativa.
  • Falta de visibilidade sobre o risco humano: Muitas empresas monitoram ameaças técnicas, malwares e vulnerabilidades, mas ainda acompanham pouco o comportamento dos usuários. Métricas como o Phish-prone Percentage (PPP), que mede a probabilidade de funcionários caírem em ataques de phishing, ajudam a trazer esse risco para uma gestão mais concreta.
  • Excesso de confiança continua sendo um problema: Muitos profissionais acreditam que saberiam identificar uma tentativa de phishing. Mas os dados mostram outra realidade: antes do treinamento, aproximadamente um terço dos usuários ainda interage com mensagens simuladas.
  • Dependência excessiva de tecnologia: Filtros de e-mail e outras camadas de proteção seguem sendo fundamentais, mas não impedem todos os ataques. Quando uma mensagem maliciosa chega à caixa de entrada, a decisão do usuário passa a ser crítica.

Segundo a KnowBe4, programas contínuos de treinamento e conscientização podem reduzir o risco de phishing em até 86% após um ano. Para a empresa, isso reforça que o comportamento humano precisa ser tratado como parte central da estratégia de cibersegurança.

“Muitas organizações ainda tratam o phishing apenas como um problema tecnológico, quando na verdade ele está diretamente ligado ao comportamento humano. Sem treinamento contínuo e uma cultura de segurança forte, mesmo as melhores ferramentas podem ser insuficientes”, afirma Rafael Peruch, Consultor Técnico CISO da KnowBe4.

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