
*Por Alberto Blois
Tenho participado de debates sobre inteligência artificial (IA) no Rio de Janeiro e uma constatação tem se tornado evidente: o estado vive um momento decisivo na disputa pela nova infraestrutura da economia digital. Essa discussão surgiu no AI Summit Rio 2026 e também no Rio Info Centro Sul 2026. O que antes era restrito ao setor de tecnologia passou a ocupar o centro das discussões sobre desenvolvimento econômico, competitividade e futuro das cidades.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link!
- Assine nossa newsletter neste link ou no LinkedIn!
- Siga o tecflow no tik tok!
Durante o AI Summit Rio, o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, ao comentar os planos para consolidar o Rio como polo de infraestrutura digital e IA, mencionou como o avanço desses projetos poderia ganhar outra velocidade caso o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) tivesse sido mantido. Foi a partir dessa fala que me perguntei: “como estaria o Rio hoje se o Redata tivesse avançado?”
O Redata buscava reduzir o custo de implantação e expansão de data centers no país por meio da desoneração de equipamentos e componentes essenciais para esse tipo de infraestrutura. Em contrapartida, as empresas assumiriam compromissos relacionados à pesquisa, inovação, sustentabilidade e ampliação da capacidade computacional do país. Na prática, o projeto enfrentava três gargalos do setor: tributação, custo de equipamentos importados e previsibilidade regulatória. E isso importa muito.

Energia eólica no mar pode destravar R$ 1 trilhão em
Especialistas afirmam que regulamentação e leilões de áreas são os próximos passos para transformar o potencial brasileiro em uma nova…
Mais da metade dos projetos de IA fracassa antes de
Estudo encomendado pela Everpure mostra que 54% das iniciativas de inteligência artificial ficam restritas à fase de testes. Infraestrutura de…
Mais de 168 milhões de brasileiros já usam internet; acesso
Pesquisa mostra que acesso à internet supera pela primeira vez 90% da população brasileira, enquanto plataformas de streaming ampliam presença…
Telegram e Signal entram na mira do governo após polêmica
Índia amplia investigação sobre aplicativos de mensagens e questiona uso de nomes de usuário em vez de números de telefone…
Google e CIEE liberam 110 mil bolsas gratuitas em tecnologia
Programa oferece cursos gratuitos com certificado em áreas de alta demanda, incluindo Inteligência Artificial, por meio da plataforma Coursera. Inscrições…
Polo latino-americano de IA: é hora de acelerar essa chegada
*Por Alberto Blois Tenho participado de debates sobre inteligência artificial (IA) no Rio de Janeiro e uma constatação tem se tornado…
Quando pensamos em IA, falamos também de infraestrutura física, de energia, processamento, conectividade, armazenamento de dados e capacidade computacional. Sem isso, não existe IA em escala. E sem condições de acelerar esse tipo de infraestrutura, apesar do protagonismo do Rio de Janeiro no desenvolvimento tecnológico, a construção de uma posição nessa nova era, pode perder velocidade diante de um cenário global cada vez mais competitivo. O estado reúne condições estratégicas para ocupar esse espaço: temos conectividade internacional, cabos submarinos, demanda corporativa, capacidade energética, projetos estruturantes em desenvolvimento e uma das principais capacidades de formação de talentos e pensamento tecnológico do país, que continuam sendo ativos fundamentais nessa transformação para acompanhar um cenário global cada vez mais competitivo.
O Rio AI City é o exemplo mais emblemático dessa ambição de transformar o estado em um polo latino-americano de infraestrutura digital. O que o Redata faria seria acelerar esse processo. Nessa discussão, a palavra central é velocidade. Os projetos não deixam de existir sem o regime. Mas ficam mais caros, mais lentos e menos competitivos diante de países que já entenderam que infraestrutura digital é uma questão de desenvolvimento econômico, pois subentende-se investimentos bilionários, geração de empregos qualificados, fortalecimento do ecossistema tecnológico e atração de operações ligadas à IA, computação em nuvem e processamento de dados. Trata-se da construção de uma nova camada econômica baseada em infraestrutura digital.
Embora o dispositivo que criou o Redata tenha perdido eficácia no curto prazo, o debate permanece vivo. Iniciativas legislativas, como o PL 278/2026, que institui o regime especial de tributação para serviços de datacenter, buscam preservar parte dos incentivos voltados à infraestrutura digital e aos data centers.
Com ou sem Redata, o Rio de Janeiro possui os ativos necessários para se consolidar como um dos principais polos de IA da América Latina. O debate agora está menos na capacidade de chegar e mais na velocidade com que políticas públicas, instrumentos regulatórios e incentivos conseguirão ajudar o estado a ocupar esse lugar.
O Rio de Janeiro está pronto!
*Por Alberto Blois, presidente da TI Rio – entidade representativa das empresas de tecnologia do estado do Rio de Janeiro
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
