
A NASA apresentou na terça-feira (22) a primeira imagem do protótipo de um telescópio desenvolvido para a missão LISA (Laser Interferometer Space Antenna), que será usada para captar ondas gravitacionais diretamente do espaço. Esse avanço promete revolucionar a forma como estudamos eventos cósmicos extremos, como a fusão de buracos negros e estrelas de nêutrons. A missão, liderada pela Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a NASA, está prevista para ser lançada na década de 2030.
- Siga o tecflow no Google News!
- Participe dos nossos canais no Twitter,Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Google Podcast e Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link.
O que são ondas gravitacionais e por que são importantes?
Ondas gravitacionais são distúrbios no tecido do espaço-tempo, criadas por eventos astronômicos poderosos, como fusões de buracos negros e supernovas. Essas ondas, previstas pela Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, foram detectadas pela primeira vez em 2015 por observatórios terrestres. No entanto, o LISA será o primeiro experimento a tentar captá-las diretamente do espaço, proporcionando uma nova perspectiva sobre fenômenos que não podem ser observados com luz visível.
Como funciona a missão LISA?
A missão LISA consiste em três espaçonaves que serão dispostas em um triângulo no espaço, com cada lado medindo quase 2,5 milhões de quilômetros, formando uma estrutura maior que o próprio Sol. Utilizando lasers, as espaçonaves irão medir as distâncias entre si com precisão de picômetros (um trilionésimo de metro). Esse sistema será sensível o suficiente para detectar variações mínimas nas distâncias causadas pela passagem de ondas gravitacionais.
Ryan DeRosa, pesquisador do Goddard Space Flight Center da NASA, explica que “telescópios gêmeos a bordo de cada nave espacial transmitirão e receberão raios laser infravermelhos para rastrear seus companheiros, e a NASA está fornecendo todos os seis telescópios para a missão LISA.”
Claro evolui pós-pago e integra iCloud e Google One aos
A Claro reafirma o seu papel como um hub de parcerias estratégicas com grandes empresas de tecnologia e anuncia importantes…
HONOR Lightning: Robô Humanoide da HONOR supera recorde mundial humano
VEJA O VÍDEO em que robô da HONOR rompe a barreira da tecnologia e supera tempo do recordista Jacob Kiplimo…
Além do papel: confira tecnologias que estão transformando o sistema
Do ensino básico ao superior, sistemas de assinaturas digitais, inteligência artificial na previsão de evasão escolar e automação de fluxo…
Check Point Alerta para Vazamento Silencioso de Credenciais no Claude
A adoção acelerada de inteligência artificial no desenvolvimento de software acaba de ganhar um novo capítulo de atenção. Pesquisadores da…
Valve lança solução para falta de memória em GPUs; ganho
Novo patch experimental da Valve revoluciona o gerenciamento de VRAM no Linux. Testes mostram Alan Wake II saltando de 14…
Expansão do mercado de data centers no Brasil é oportunidade
Por Walter Sanches O Brasil ocupa uma posição privilegiada no que se refere à expansão global dos data centers. Atualmente, o…
O protótipo e sua função na missão
O protótipo revelado, chamado de Engineering Development Unit Telescope, será essencial para guiar a construção dos telescópios que estarão a bordo das espaçonaves. Ele foi fabricado e montado pela L3Harris Technologies, em Rochester, Nova York, e chegou ao Goddard Space Flight Center em maio deste ano.
Uma das inovações do telescópio é sua estrutura revestida em ouro, projetada para otimizar a reflexão dos lasers e aumentar a retenção de calor, minimizando as perdas térmicas no ambiente espacial. Essa tecnologia permitirá que os telescópios enviem e recebam sinais laser com a precisão necessária para a detecção de ondas gravitacionais.
Impacto da missão LISA
O sucesso da missão LISA permitirá uma nova forma de observação do universo, complementando os atuais observatórios que captam luz eletromagnética. As ondas gravitacionais fornecem informações sobre regiões e eventos do universo que seriam invisíveis para os telescópios convencionais, como o interior de buracos negros e a formação de galáxias.

Protótipo do Engineering Development Unit Telescope para a missão Lisa (Laser Interferometer Space Antenna) é movido no Goddard Space Flight Center da Nasa • NASA/Dennis Henry
O desenvolvimento dessa tecnologia marca um avanço significativo nas capacidades de detecção da NASA e da ESA, abrindo caminho para uma nova era na astronomia e no estudo dos fenômenos mais extremos do cosmos.
Com o lançamento previsto para a década de 2030, a missão LISA promete expandir nosso entendimento do universo, permitindo que cientistas investiguem a natureza das ondas gravitacionais e compreendam melhor a física por trás de eventos cósmicos extremos.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

