
A Dataprev deu início a uma nova etapa de modernização de sua infraestrutura digital com a adoção de contêineres na nuvem privada da Huawei, instalada em seu próprio data center (modelo on-premises). A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de migração para a arquitetura cloud native, que deverá incluir também, ainda em 2025, a integração com outras duas grandes fornecedoras de serviços em nuvem: Amazon Web Services (AWS) e Oracle.
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Atualmente, a estatal já utiliza a tecnologia de conteinerização em diversas aplicações críticas, tanto internas quanto externas, como a Plataforma ARDOC (de gestão do conhecimento arquitetural), o Sistema de Gestão de Pessoas (SGPe), o Sistema de Informação das Estatais (Siest) e o Programa de Gestão e Desempenho (PGD), voltado para o funcionalismo público.
Segundo a Dataprev, o plano é realizar a migração progressiva de aplicações legadas para um modelo baseado em microsserviços. Esse tipo de arquitetura divide os sistemas em componentes menores e independentes — os contêineres — que podem ser atualizados e escalados de forma isolada, conforme a demanda. A meta é ter ao menos uma aplicação de missão crítica 100% operacional nesse modelo até o fim de 2024.
A estatal cita um exemplo prático: em um sistema com os módulos de consulta e pagamento, um aumento repentino nas consultas — por exemplo, após o anúncio de um novo benefício — exigiria apenas a escalabilidade do microsserviço de consulta, sem a necessidade de reforçar todo o sistema, como seria necessário em uma arquitetura tradicional.
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Além da eficiência operacional, a estratégia de conteinerização multinuvem também mira maior resiliência e flexibilidade. Ao distribuir aplicações entre diferentes provedores de nuvem, a Dataprev reduz riscos de indisponibilidade e evita dependência excessiva de um único fornecedor. A interoperabilidade entre os microsserviços é garantida por APIs, que permitem a integração dinâmica de diferentes partes do sistema.
A movimentação da Dataprev ocorre em sintonia com uma tendência global de modernização da infraestrutura pública e digitalização de serviços governamentais. A adoção de contêineres — aliada à estratégia multicloud — permite que o governo ganhe agilidade, reduza custos e melhore a experiência do cidadão com serviços mais responsivos e disponíveis.
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Redação tecflow
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