
Breno Vale, presidente da ABRINT. Divulgação/ABRINT.
Na semana passada, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) participou da Reunião do Conselho Diretor da Anatel para defender, de forma fundamentada, o pedido de anulação da aprovação do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Radiofrequências (PDFF), que, entre outras mudanças, dividiu a faixa de 6GHz entre os serviços móveis e as redes fixas sem fio (Wi-Fi).
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link
- Assine nossa newsletter neste link.
A exposição oral foi realizada pela vice-líder do Conselho de Administração da ABRINT, Cristiane Sanches, que destacou as flagrantes ilegalidades processuais, bem como os impactos técnicos, econômicos e regulatórios da decisão. Apesar dos argumentos consistentes apresentados, o recurso foi rejeitado pela Agência, que optou por manter a decisão de compartilhamento da faixa.
A ABRINT manifesta reitera seu profundo desacordo com a decisão da Anatel. Ao ignorar que a Análise de Impacto Regulatório (AIR) e a Consulta Pública que embasaram a aprovação do PDFF não abarcaram a temática do uso da faixa de 6 GHz, a Agência levanta sérias preocupações quanto à legitimidade e à segurança jurídica do processo regulatório. Como enfatizado por Sanches durante sua intervenção, a gestão eficiente e equilibrada do espectro requer maturidade institucional e respeito aos princípios que norteiam a atuação das agências reguladoras, em especial a previsibilidade, a transparência e a participação.

Claro evolui pós-pago e integra iCloud e Google One aos
A Claro reafirma o seu papel como um hub de parcerias estratégicas com grandes empresas de tecnologia e anuncia importantes…
HONOR Lightning: Robô Humanoide da HONOR supera recorde mundial humano
VEJA O VÍDEO em que robô da HONOR rompe a barreira da tecnologia e supera tempo do recordista Jacob Kiplimo…
Além do papel: confira tecnologias que estão transformando o sistema
Do ensino básico ao superior, sistemas de assinaturas digitais, inteligência artificial na previsão de evasão escolar e automação de fluxo…
Check Point Alerta para Vazamento Silencioso de Credenciais no Claude
A adoção acelerada de inteligência artificial no desenvolvimento de software acaba de ganhar um novo capítulo de atenção. Pesquisadores da…
Valve lança solução para falta de memória em GPUs; ganho
Novo patch experimental da Valve revoluciona o gerenciamento de VRAM no Linux. Testes mostram Alan Wake II saltando de 14…
Expansão do mercado de data centers no Brasil é oportunidade
Por Walter Sanches O Brasil ocupa uma posição privilegiada no que se refere à expansão global dos data centers. Atualmente, o…
Do ponto de vista econômico, a ABRINT alertou que a medida pode gerar perdas estimadas em até US$ 243 bilhões em valor econômico global, conforme estudos internacionais. Além disso, foi criticada a concentração do uso do espectro em modelos que beneficiam grandes operadoras, o que não reflete a diversidade e as necessidades reais do setor, tampouco contribui para a democratização do acesso à conectividade no país.
A vice-líder do Conselho também chamou atenção para os vícios formais no trâmite da decisão, como a ausência de nova consulta pública, a desconsideração de manifestações técnicas relevantes e o desvio do devido processo legal. Tais falhas, por si sós, configuram elementos suficientes para a nulidade do ato administrativo.
Para o presidente da ABRINT, Breno Vale, a manutenção da decisão representa um retrocesso na condução regulatória do país: “Lamentamos profundamente a escolha da Agência em manter uma medida que compromete o futuro da conectividade no Brasil. A divisão da faixa vai estrangular o Wi-Fi no Brasil e limitará severamente as possibilidades de uso da tecnologia. Ao ignorar o devido processo e desconsiderar os impactos reais para os pequenos e médios provedores, a Anatel abre um precedente questionável e rompe com a tradição de regulação técnica, previsível e orientada ao interesse público.”
A ABRINT reitera que essa medida terá impactos diretos sobre a expansão da conectividade, especialmente nas regiões mais remotas, afetando negativamente o desempenho das redes e a experiência dos usuários. Seguiremos firmes na defesa de uma internet de qualidade, plural e acessível, e reiteramos nosso compromisso com um ambiente regulatório transparente, estável e orientado ao desenvolvimento sustentável e democrático do setor de telecomunicações no Brasil.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

