
A Soffy Soluções de Pagamentos, fintech que teve R$ 270 milhões bloqueados pela Justiça de São Paulo por suspeita de envolvimento no ataque hacker à C&M Software, passou por uma mudança drástica em sua estrutura societária há apenas dois meses. Em maio deste ano, a empresa foi adquirida por Stevan Paz Bastos, cuja experiência profissional, segundo seu próprio perfil no LinkedIn, está concentrada na área de gastronomia, atuando como chef de cozinha.
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Apesar da trajetória pouco convencional para o setor financeiro, Stevan aparece como diretor da Distribuidora PeixeBoi, localizada em Campo Grande (MS), e teria formação em contabilidade, além de atuar em negócios variados, como comércio eletrônico. Fontes próximas afirmam que foi por meio dessas atividades que ele conheceu os irmãos Rodrigo Antonio Bernardes de Freitas e Guilherme Henrique Bernardes de Freitas, antigos donos da Soffy.
De Atibaia à Avenida Paulista
Fundada há cinco anos na cidade de Atibaia (SP), com o nome de Banco Agils, a empresa mudou seu nome e sua sede para a Avenida Paulista, na capital, atuando sob o CNPJ 37.292.981/0001-06. Inicialmente, a Soffy fazia parte do grupo BMB, controlado por Rodrigo Freitas, que depois repassou o controle ao irmão Guilherme. Em janeiro deste ano, a empresa chegou a ser negociada com outro comprador, mas o acordo foi desfeito. Foi nesse contexto que Stevan Bastos surgiu como novo interessado e, posteriormente, assumiu o controle em maio.
“A BMB vendeu tudo e não tem ligação nenhuma com a Soffy. Está tudo registrado em contrato, tudo foi apresentado ao Banco Central”, afirmou uma fonte próxima à negociação, ressaltando que a antiga administração não tem qualquer responsabilidade sobre os acontecimentos recentes.

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Credenciamento no Pix e ataque hacker
Segundo apuração do Valor, a Soffy ainda estava em fase de estruturação e montagem da equipe, recrutando profissionais do mercado. Na mesma época da aquisição por Stevan Bastos, a empresa buscava credenciamento como participante indireto do Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A fintech teria começado com volumes financeiros modestos, mas rapidamente passou a atuar com parceiros de “banking as a service” (BaaS), o que ampliou sua operação de forma significativa.
Menos de dois meses após a mudança de controle, o nome da Soffy apareceu no centro de um escândalo de segurança cibernética. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 270 milhões que estavam em uma conta da empresa, por suspeita de que o valor tenha sido desviado por hackers no ataque que atingiu a C&M Software, companhia que presta serviços para o sistema financeiro.
Suspensão pelo Banco Central e medidas jurídicas
Diante da gravidade do episódio, o Banco Central suspendeu a Soffy do sistema Pix, o que deixou a fintech sem acesso a contas essenciais para sua operação. Em resposta, a empresa acionou sua equipe jurídica e de compliance, além de manter contato direto com o BC para esclarecer os fatos.
Em nota oficial, a Soffy declarou:
“Confia na apuração dos fatos pelas autoridades competentes e na Justiça para que a verdade prevaleça, resguardando a reputação de uma empresa que investe e atua com seriedade no desenvolvimento da tecnologia brasileira.”
O futuro da Soffy
A fintech agora enfrenta o desafio de comprovar sua boa-fé e restabelecer sua credibilidade no mercado. Mesmo com uma história recente no setor financeiro e sob a liderança de um gestor com trajetória atípica para a área, a Soffy afirma estar comprometida com a transparência e a legalidade.
O caso levanta alertas sobre os riscos de segurança cibernética no sistema financeiro e também sobre os critérios de controle e fiscalização na entrada de novos atores no ecossistema de pagamentos digitais. O desenrolar das investigações deve ser acompanhado de perto por reguladores, concorrentes e investidores.
Com informações do Valor Ecônomico.
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Redação tecflow
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