
Um estudo recente da consultoria Gartner prevê que até o fim de 2027, mais de 40% das iniciativas envolvendo inteligência artificial agêntica devem ser abandonadas. Os principais fatores para esse alto índice de cancelamento incluem aumento de custos, benefícios pouco evidentes para os negócios e falhas nos mecanismos de gestão de riscos.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link
- Assine nossa newsletter neste link.
“A maioria dos projetos de IA agêntica no momento são experimentos em estágio inicial ou provas de conceitos que são impulsionados principalmente pelo hype e muitas vezes são mal aplicados”, diz Anushree Verma, Diretora Analista Sênior do Gartner. “Isso pode cegar as empresas para o custo real e a complexidade da implementação de agentes de IA em escala, impedindo que os projetos entrem em produção. Elas precisam superar o hype para tomar decisões estratégicas e cuidadosas sobre onde e como aplicar essa tecnologia emergente.”
A análise tem como base uma pesquisa realizada pelo Gartner em janeiro de 2025 com 3.412 participantes de um webinar sobre IA agêntica. O levantamento mostrou que apenas 19% dos entrevistados afirmaram que suas organizações fizeram aportes expressivos nessa tecnologia. Outros 42% adotaram uma postura mais cautelosa, enquanto 8% não investiram nada. Já os 31% restantes relataram estarem indecisos ou preferirem aguardar.

Sony anuncia AUMENTO SURPRESA na PlayStation Plus; saiba se o
Se você é dono de um PlayStation 4 ou PlayStation 5, é bom preparar a carteira. A Sony pegou a…
Indústria alega conservadorismo em modelos matemáticos e pede socorro contra
Uma guerra silenciosa de bastidores acaba de estourar no coração do setor elétrico brasileiro, e os valores envolvidos são astronômicos….
Copa do Mundo 2026 coloca tecnologia no centro da operação
Maior edição da história, com 48 seleções, 104 partidas e realização em três países, torneio deve ampliar a dependência de…
O novo jogo secreto da Nintendo vai usar suas fotos
A Nintendo acabou de chocar a internet com o anúncio de seu mais novo lançamento para celulares. Se você achava…
Mercado brasileiro de TI deve movimentar R$ 360,5 bilhões em
Estudo da ABES com dados da IDC aponta avanço do setor de tecnologia no país e reforça demanda por infraestrutura…
Observabilidade avança como motor de decisões estratégicas em ambientes digitais
Uso de dados operacionais conecta tecnologia, finanças e experiência do cliente e transforma a forma como empresas tomam decisões Antes restrita…
A consultoria também alerta sobre uma prática recorrente no setor, conhecida como “agent washing” – em que empresas rebatizam soluções como RPA (automação robótica de processos), assistentes virtuais ou chatbots como se fossem agentes inteligentes, mesmo que não contem com as funcionalidades essenciais para tal. Segundo o Gartner, apenas cerca de 130 fornecedores no mercado realmente oferecem IA agêntica genuína entre milhares que alegam atuar no segmento.
“A maioria das propostas de IA agêntica carece de valor significativo ou retorno sobre o investimento (ROI), pois os modelos atuais não têm a maturidade e a capacidade de atingir metas de negócios complexas de forma autônoma ou seguir instruções diferenciadas ao longo do tempo”, diz Verma. “Muitos casos de uso posicionados como agênticos hoje não exigem implementações agênticas.”
Oportunidades existem, mas exigem visão de longo prazo
Apesar das dificuldades enfrentadas no estágio atual, a IA agêntica é vista como uma evolução promissora nas aplicações de inteligência artificial, oferecendo caminhos para a automação de processos mais sofisticados e o desenvolvimento de novas abordagens estratégicas nas empresas. Essa tecnologia vai além dos recursos limitados de bots baseados em scripts e dos assistentes tradicionais.
De acordo com as projeções do Gartner, até 2028, pelo menos 15% das decisões operacionais cotidianas serão feitas de forma autônoma por agentes inteligentes — um salto significativo em relação a 2024, quando esse número era inexistente. Além disso, estima-se que um terço dos softwares corporativos conte com funcionalidades agênticas até 2028, frente a menos de 1% atualmente.
Ainda assim, os especialistas da consultoria orientam que a adoção da IA agêntica seja feita com critérios bem definidos. Isso inclui garantir que haja retorno mensurável ou valor concreto antes de avançar com implementações. Em muitos casos, integrar agentes em sistemas existentes pode gerar obstáculos técnicos e altos custos. Por isso, o ideal pode ser redesenhar os processos desde o início com foco em IA agêntica.
“Para obter valor real da IA agêntica, as empresas devem se concentrar na produtividade da companhia, em vez de apenas na melhoria de tarefas individuais”, afirma Verma. “Elas podem começar usando agentes de IA quando decisões são necessárias, para automação para fluxos de trabalho de rotina e assistentes para recuperação simples. Trata-se de gerar valor para o negócio por meio de custo, qualidade, velocidade e escala.”
Mais detalhes podem ser consultados pelos clientes da consultoria no relatório exclusivo Emerging Tech: Avoid Agentic AI Failure: Build Success Using Right Use Cases.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
