
A Great Wall Motors (GWM) deu um importante passo rumo à mobilidade sustentável no Brasil com a chegada do seu primeiro caminhão movido a hidrogênio, desenvolvido pela subsidiária global GWM Hydrogen powered by FTXT. O veículo desembarcou no país neste mês para passar por uma rigorosa etapa de inspeção, validação e testes, dando início a um programa pioneiro focado no avanço das soluções de transporte pesado com emissão zero no mercado nacional.
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O caminhão foi trazido para a fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), onde passará por diversas avaliações antes de começar os testes de rodagem. Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, “A chegada deste caminhão representa mais do que um marco tecnológico: é o início da construção de um ecossistema de hidrogênio no Brasil, com parcerias estratégicas e soluções adaptadas à nossa realidade”.
A tecnologia embarcada no veículo combina uma bateria elétrica de 105 kWh com um conjunto de cilindros que armazenam até 40 kg de hidrogênio para alimentar as células a combustível, capazes de gerar eletricidade a partir da reação do hidrogênio com oxigênio, produzindo apenas água como subproduto. Lopes explica: “Veículos com célula a combustível são, na essência, elétricos. Eles trabalham em conjunto com a bateria para garantir mais desempenho, segurança e autonomia… A reação com o oxigênio gera eletricidade e, como subproduto, apenas água (H₂O)”.

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Os testes práticos devem começar em setembro, em colaboração com universidades brasileiras, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), que possui infraestrutura para abastecimento por meio do etanol, tecnologia nacional que permite a produção de hidrogênio de baixo carbono. “Estamos falando de uma tecnologia que une o melhor dos dois mundos: a robustez de um caminhão elétrico e a autonomia proporcionada pelo hidrogênio verde, com um processo de abastecimento rápido e zero emissões do tanque a roda”, destaca Lopes.

Antes de rodar em vias públicas, o caminhão passará por avaliações de desempenho, suspensão e segurança em pistas de testes no interior de São Paulo, inicialmente sem carga e, posteriormente, em condições reais de transporte. O objetivo é reunir dados específicos sobre as condições brasileiras de uso, como temperatura, altitude e tipo de pavimento, para aprimorar a tecnologia.
Mais de 30 mil caminhões semelhantes já operam na China, mas esta é a primeira unidade do tipo no Brasil, o que possibilitará análises de desempenho em diferentes climas e topografias locais. Após a fase inicial, serão testados sistemas de abastecimento com hidrogênio de diferentes origens — eletrolítico (hidrogênio verde) e proveniente da reforma do etanol. A etapa seguinte será uma avaliação econômico-financeira para verificar a viabilidade comercial da tecnologia no país.

Esses testes fazem parte do Programa MOVER, iniciativa do Governo Federal para incentivar pesquisas em tecnologias limpas, alinhando-se ao plano global da GWM de neutralizar suas emissões de carbono até 2045.
O caminhão será oficialmente apresentado ao público brasileiro durante a inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis, no dia 15 de agosto, marcando uma nova fase nos investimentos da empresa em inovação e sustentabilidade.
O projeto conta com importantes parcerias estratégicas, fruto de memorandos de entendimento com governos estaduais e universidades. Em 2023, foi firmado um acordo com o Governo do Estado de São Paulo para estudar a viabilidade da tecnologia. Em 2024, a GWM identificou cinco projetos avançados para infraestrutura de abastecimento, que viabilizaram o início dos testes.
Além disso, em novembro de 2024, a GWM Hydrogen firmou parceria com o Governo de Minas Gerais e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) para desenvolver caminhões movidos a hidrogênio verde, com fornecimento do combustível pela Unifei, intercâmbio de conhecimento e desenvolvimento de infraestrutura local.
“Este projeto é a prova de que a transição energética no transporte pesado é possível, desde que haja cooperação entre indústria, academia e governo. E é exatamente isso que estamos fazendo”, conclui Davi Lopes.
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Redação tecflow
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