
A baixa adesão a testes regulares de recuperação de backup no Brasil tem gerado preocupação entre especialistas em segurança digital. Segundo Rodrigo Gazola, CEO da Addee, empresa especializada em soluções de segurança para prestadores de serviços de TI, apenas 33% dos MSPs (Managed Service Providers) realizam testes mensais de recuperação. O dado foi apresentado durante uma palestra realizada no evento MSP Summit Roadshow, em São Paulo, e reforça a vulnerabilidade das empresas diante da crescente indústria de ataques cibernéticos.
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Gazola afirma que a única maneira de garantir que o backup consegue restaurar o ambiente é fazendo o teste regular. “A ausência dessa prática pode comprometer a capacidade de resposta em situações críticas, como ataques de ransomware”, afirma. O executivo destaca que os criminosos digitais já perceberam que, ao atacar o backup, aumentam a chance de obter pagamento de resgate.
A pesquisa apresentada por Gazola também revela que apenas 12% dos servidores no país têm habilitado o teste automático de recuperação, que facilita a ação ao evitar falhas por esquecimento ou “falta de tempo”. O número é considerado insuficiente para garantir segurança operacional. “Se eu não estou fazendo esse teste, eu tenho uma interrogação muito grande. Pode ser que, no momento que eu mais precise, a restauração não funcione”, alerta.

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Gazola defende que os prestadores de serviço devem comunicar aos clientes a importância dos testes de recuperação. “O cliente tem que ter essa consciência. Ter uma solução de backup hoje não garante que você restaure o seu ambiente em qualquer momento”, afirma. Segundo ele, o ideal seria que o próprio cliente exigisse a realização dos testes como parte da oferta.
A falta de testes pode gerar impactos financeiros e reputacionais. Em casos de falha na restauração, o prestador de serviço pode perder o cliente e comprometer sua imagem no mercado. O executivo observa que muitos profissionais evitam abordar o tema com receio de aumentar custos e perder contratos. No entanto, ele acredita que essa postura precisa mudar. “Pode ser que eu abra mão de três clientes pequenininhos, mas conquiste um cliente médio que seja uma receita muito maior do que os três”, argumenta.

Nos Estados Unidos, a legislação exige que empresas que sofrem ataques cibernéticos tornem o fato público. A medida busca aumentar a transparência e fortalecer a resposta coletiva. No Brasil, não há exigência semelhante, o que contribui para a subnotificação de incidentes. Gazola aponta que “quando existe um ataque público, você pode ter certeza que teve cem que não foram publicados”.
A Addee tem investido em ações para ampliar a conscientização sobre segurança digital. Uma das iniciativas é o MSP Summit Roadshow, que leva conteúdo técnico a diferentes capitais brasileiras. A proposta substitui o evento centralizado do MSP Summit e busca alcançar prestadores de serviço em diversas regiões. A última edição foi realizada em São Paulo na terça-feira, dia 11 de novembro.
A expectativa da empresa é que haja avanço na maturidade do mercado em relação à segurança de dados de forma que já em 2026 as estatísticas sejam mais positivas. Para isso, será necessário que prestadores de serviço adotem práticas mais rigorosas e que clientes estejam atentos às garantias oferecidas. O teste de recuperação, segundo Gazola, deve ser tratado como item essencial na prestação de serviços de backup.
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Redação tecflow
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