

A expansão acelerada dos ecossistemas tecnológicos nas empresas, antes vista como um sinal de modernização e eficiência, está gerando um efeito colateral que já se tornou impossível de ignorar: a complexidade. Um novo relatório da Freshworks Inc. (NASDAQ: FRSH), divulgado em 13 de novembro de 2025, revela que essa complexidade crescente tem drenado tempo, dinheiro e produtividade, ao ponto de consumir milhões de dólares e reduzir drasticamente o ritmo de crescimento das organizações.
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O relatório Custo da Complexidade, baseado em uma pesquisa global com 700 profissionais de TI, experiência do cliente (CX), operações e finanças, identificou três áreas críticas impactadas por essa sobrecarga: faturamento, produtividade e moral das equipes. O documento calcula que a complexidade organizacional e de software já consome, em média, 7% da receita anual das empresas — um valor equivalente ao orçamento típico de P&D, segundo a EY.
Um dos achados mais preocupantes mostra que o próprio software corporativo, criado para aumentar eficiência, tornou-se um dos maiores responsáveis pela estagnação. De acordo com o levantamento, 1 em cada 5 dólares investidos em software é desperdiçado, seja por implementações que fracassam, ferramentas pouco utilizadas ou custos inesperados que surgem ao longo do ciclo de uso. Em perspectiva macroeconômica, o impacto é gigantesco: a complexidade de software custa quase US$ 1 trilhão por ano à economia dos EUA.
O CEO da Freshworks, ennis Woodside, aponta que o setor finalmente está encarando uma verdade incômoda. “Durante anos, as empresas foram levadas a acreditar que complexidade é sinônimo de sofisticação. Nossa pesquisa confirma o que sempre acreditei — as ferramentas criadas para acelerar os negócios gora as estão atrasando”, afirma. Ele reforça que a complexidade se tornou uma escolha estratégica equivocada: “As organizações estão percebendo que a complexidade é uma escolha que as faz crescer mais devagar do que deveriam. Para competir, é preciso simplificar com urgência. O futuro pertence àqueles que eliminam atritos, recuperam o foco e se movem mais rapidamente em direção aos seus clientes”.

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Além do prejuízo financeiro, o relatório revela um impacto direto no desempenho diário dos funcionários. Os profissionais perdem, em média, sete horas por semana lidando com ferramentas fragmentadas, fluxos de trabalho complicados e sistemas que não se integram. É praticamente um dia inteiro de trabalho desperdiçado. Em muitas empresas, os colaboradores precisam alternar entre até 15 soluções diferentes e quatro canais de comunicação. O resultado é uma força de trabalho fragmentada: 45% admitem atuar em silos e 37% dizem não contar com uma fonte única e confiável de informações.
Essa sobrecarga afeta especialmente equipes de CX e TI, que enfrentam desde fluxos de trabalho engessados e tarefas demoradas até dificuldades de integração e sistemas desatualizados. A diretora de Marketing e Experiência do Cliente da Freshworks, Mika Yamamoto, afirma que o impacto é duplo. “A complexidade não apenas destrói a experiência do funcionário, mas também a do cliente. Quando as pessoas gastam energia gerenciando sistemas em vez de relacionamentos, cada interação com o cliente sofre”, explica. Para ela, a tecnologia deve servir às pessoas: “A tecnologia deve empoderar as pessoas, não sobrecarregá-las. Quando as empresas unificam sistemas e processos com uma abordagem centrada nas pessoas, elas podem se concentrar no que realmente importa: construir relacionamentos que mantenham clientes satisfeitos e empresas crescendo”.
O relatório também demonstra como a complexidade mina o clima organizacional. O cenário é preocupante: 60% dos funcionários afirmam estar ao menos “um pouco propensos” a deixar seus empregos nos próximos 12 meses. As razões mais citadas incluem complexidade organizacional, processos complicados, burnout e softwares difíceis de usar. O impacto vai além das intenções: 17% dos trabalhadores relatam que alguém de sua equipe pediu demissão ou sofreu burnout após uma implementação de software no último ano.

O estudo alerta que esse problema não se limita à rotatividade de talentos. Quando funcionários estão esgotados e sobrecarregados, deixam de contribuir plenamente, o que reduz criatividade, colaboração e capacidade de inovação — elementos essenciais para manter o crescimento sustentável de um negócio.
Diante desse panorama, o relatório da Freshworks defende que simplificar deve deixar de ser uma aspiração e se tornar uma estratégia central. Organizações que revisam seus modelos tecnológicos e eliminam camadas desnecessárias de complexidade conseguem liberar orçamento, recuperar produtividade, melhorar a experiência dos colaboradores e crescer mais rápido.
O relatório completo está disponível no site da Freshworks e inclui uma ferramenta para que empresas identifiquem seu “perfil de complexidade”. A companhia também promoverá o Refresh Virtual Summit, em 18 de novembro de 2025, onde líderes do setor demonstrarão como soluções de software simplificadas têm impulsionado o crescimento de seus negócios.
A pesquisa utilizada para o relatório incluiu 706 profissionais dos Estados Unidos, Reino Unido, Índia, França, Alemanha e Austrália, abrangendo empresas de diferentes portes e setores como varejo, educação, governo, manufatura, viagens e entretenimento. Além disso, 25 entrevistas qualitativas foram realizadas com executivos de alto escalão, como CIOs, CTOs e CFOs.
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Redação tecflow
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