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A nova onda de ataques “ATM Jackpotting” ignora firewalls e sistemas de segurança avançados. Saiba como criminosos estão forçando o saque total de dinheiro em segundos e por que seu banco pode ser o próximo alvo.
Esqueça vírus de computador, e-mails de phishing ou invasões complexas via rede. O cibercrime voltou a um método de “baixa tecnologia” que está causando prejuízos milionários: o ATM Jackpotting. A ISH Tecnologia, gigante do setor de cibersegurança, emitiu um alerta urgente sobre o retorno dessa modalidade, que transforma caixas eletrônicos (ATMs) em fontes inesgotáveis de dinheiro para criminosos usando apenas um simples pendrive.
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A técnica é direta e devastadora. Ao acessar o compartimento técnico do terminal, o criminoso insere um dispositivo USB contendo malwares especializados — como o famoso Ploutus ou Cutlet Maker. O resultado? O sistema é hackeado instantaneamente e o caixa é forçado a liberar todo o dinheiro armazenado no dispenser, sem a necessidade de cartões ou senhas bancárias. É o “jackpot” (prêmio máximo) da vida real, e o prejuízo vai muito além das notas roubadas.
Por que a sua proteção digital está falhando?
Segundo Hugo Santos, Diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia, o Jackpotting é a “humilhação da cibersegurança”. O ataque é totalmente “cego” para sistemas de defesa tradicionais, como firewalls, antivírus de rede ou monitoramento de SOC. Como o crime ocorre diretamente no hardware da máquina, a inteligência da rede corporativa do banco simplesmente não enxerga a invasão acontecendo.
O cenário é alarmante devido a três pilares de vulnerabilidade:
- Sistemas obsoletos: Muitos caixas eletrônicos ainda rodam Windows 7 ou até Windows XP Embedded, sistemas que não recebem mais atualizações de segurança.
- Hardening inexistente: Falta de proteção na BIOS e a possibilidade de dar boot via dispositivos externos facilitam a vida dos criminosos.
- Ausência de EDR: Muitos terminais não possuem soluções modernas de detecção e resposta (EDR) capazes de bloquear softwares não autorizados.
Quem está na mira dos criminosos?
Embora bancos tradicionais sejam alvos primários, o alerta da ISH aponta para elos mais fracos da corrente. Operadoras de ATM terceirizadas, cooperativas de crédito de menor porte e terminais instalados em locais de grande circulação — como shoppings, supermercados e postos de combustível — estão na linha de frente do risco. Nestes locais, a vigilância física é reduzida, permitindo que o criminoso tenha o tempo necessário para abrir o painel do terminal e espetar o pendrive.

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Como se proteger e o que as empresas precisam fazer?
A ISH Tecnologia reforça que a solução passa por uma mudança drástica de paradigma: a segurança precisa ser física e lógica. As medidas essenciais incluem:
- Bloqueio de Hardware: Desabilitar portas USB e proteger a BIOS/UEFI com senhas fortes.
- Whitelist: Permitir que apenas softwares homologados pelo banco sejam executados na máquina.
- Criptografia e Sensores: Implementar Full Disk Encryption e sensores de violação física (tamper detection) que alertem a central de segurança assim que a carcaça for aberta.
- Red Team Físico: Realizar testes de intrusão constantes para identificar falhas antes que os criminosos o façam.
“O cibercrime é oportunista”, finaliza Hugo Santos. Onde houver uma porta USB desprotegida e um sistema operacional defasado, o Jackpotting encontrará um caminho. Se a modernização não for imediata, o custo dessa negligência continuará sendo pago diretamente do caixa dos estabelecimentos.
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Redação tecflow
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