

Ao celebrar três décadas de sólida atuação no mercado brasileiro de tecnologia, a Provider IT, uma das principais consultorias e provedoras de serviços de TI do país, anuncia um movimento robusto de reposicionamento. De olho em um plano de crescimento ambicioso, que projeta alcançar R$ 100 milhões em faturamento até 2027, a companhia passa a estruturar toda a sua oferta de serviços a partir da estratégia AI First. O objetivo é incorporar a inteligência artificial de forma transversal, desde o desenvolvimento de soluções até a rotina operacional interna.
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Com mais de 300 profissionais e uma carteira que atende grandes corporações em setores altamente complexos e intensivos em dados, a empresa se prepara para lançar três novas soluções voltadas ao setor financeiro no início do segundo semestre de 2026, com foco em gestão de risco, prevenção a fraudes e eficiência operacional.
Para entender como essa mentalidade transforma a entrega em setores ultra regulados, o equilíbrio entre tecnologias globais e desenvolvimento proprietário, e a preparação dos talentos para essa nova era, conversamos com Evandro Abreu, COO da Provider IT.

tecflow: A Provider IT completa 30 anos adotando o modelo AI First. Na prática, como essa mentalidade altera a entrega para clientes de setores ultra regulados, como o financeiro e de seguros, onde a margem de erro é mínima?
Evandro Abreu, COO da Provider IT: Entendendo que as empresas precisam de constante evolução para acompanhar as necessidades dos seus clientes e da própria sociedade, adotar uma mentalidade AI First significa transformar nossa relação com a inovação e o risco. Em setores ultra regulados como financeiro e seguros, onde a margem de erro é zero, essa abordagem não é sobre substituir humanos, mas potencializar a excelência.
Na prática, a IA acelera processos críticos: provê qualidade na definição dos requisitos de produtos, “time to market” para novos lançamentos de produtos, análise de documentos, detecção de fraudes em tempo real, compliance automatizado, geração de Prompts e de Códigos, são algumas das atividades com grande benefício e impacto da utilização da IA.
Por exemplo, em auditorias regulatórias, algoritmos identificam anomalias em milhões de transações com altíssimo grau de precisão, algo que humanamente é praticamente impossível de ser realizado em prazos razoáveis. Leve-se em consideração a implantação de uma camada de governança de IA que define critérios de uso responsável, controles de risco e mecanismos de auditoria, sempre em conformidade com a LGPD e com normas de órgãos reguladores como BACEN e SUSEP.
Mas o segredo está no equilíbrio, supervisão humana é algo não negociável. Nossos especialistas validam contexto, ética e nuances que a IA ainda não domina, como interpretar intenções em contratos complexos ou decisões sob ambiguidade legal. É uma simbiose, a IA oferece velocidade e escala, humanos garantem profundidade e responsabilidade.
tecflow: A meta de faturamento para 2027 é ambiciosa. Qual é o peso esperado das novas soluções de IA nesse crescimento e quais setores devem ser os principais motores dessa receita?
Evandro Abreu: Quando definimos uma meta ambiciosa de faturamento para 2027, já fizemos isso assumindo que a inteligência artificial não será apenas um complemento, mas um dos vetores centrais do nosso crescimento. A nossa expectativa é que, já em 2027, entre 25% e 30% da receita de crescimento da Provider IT venha direta ou indiretamente de soluções e ferramentas de IA, seja em produtos nativos de IA, seja em produtos de parceiros ou serviços tradicionais turbinados por IA.
Outro aspecto importante, é que, como resultado de ganho de confiança no nosso Delivery (também) por conta do uso de IA, abre-se espaço para um “upselling” mais relevante, porque passamos a ser vistos não apenas como um fornecedor de tecnologia, mas como um parceiro estratégico de transformação.
Os mercados em que atuamos, são os que enxergamos como principais motores dessa futura receita. Os segmentos financeiro e de seguros, onde já temos forte atuação e onde a pressão regulatória e de eficiência torna a IA especialmente valiosa, já os setores de meios de pagamento, educação e óleo e gás, da mesma forma, vivem um momento de digitalização acelerada e combinam alto volume de dados, necessidade de compliance e busca por diferenciação, exatamente o tipo de contexto em que nossas soluções de IA entregam mais valor.

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tecflow: Com a criação das novas diretorias de Inovação e Soluções de IA, como a empresa está equilibrando o uso de tecnologias globais com o desenvolvimento de ferramentas proprietárias?
Evandro Abreu: A criação das diretorias de Inovação e Soluções de IA é justamente o pilar estratégico para esse equilíbrio. Nossa abordagem segue três princípios:
- “Glocalização” tecnológica (Globalização + Localização): Adotamos soluções globais de Big Techs para base e escala (como infraestrutura em nuvem e frameworks de IA generativa), mas desenvolvemos camadas proprietárias para especificidade regulatória e operacional. Por exemplo: usamos diversas LLMs de grandes players, mas treinamos modelos de domínio específico para análise de contratos do setor segurador brasileiro – onde a linguagem jurídica e as normas da SUSEP exigem precisão que soluções genéricas não alcançam.
- Curadoria pragmática: Temos um framework de avaliação contínua que responde a duas perguntas:
“Esta ferramenta resolve uma dor imediata do cliente com custo-eficácia?” (ex: automação de claims em seguros via API de Big Tech)
“Precisamos construir algo único para gerar diferencial competitivo?” (ex: nosso algoritmo preditivo de fraude em crédito consignado, adaptado à LGPD)
Isso evita a “síndrome do shiny object”, 70% das soluções que avaliamos são descartadas por não passarem nesse crivo.
- Estratificação de valor:
Camada 1 (Big Techs): Velocidade e estabilidade para operações massivas
Camada 2 (Co-desenvolvimento): Parcerias com fintechs/insurtechs para nichos emergentes
Camada 3 (IP próprio): Onde a regulamentação ou complexidade exige controle total e preocupações constantes com compliance (ex: compliance para Basel IV).

tecflow: Como o núcleo de formação da Provider IT tem preparado os profissionais para essa transição para a IA, dado o cenário de alta competitividade por talentos técnicos no Brasil?
Evandro Abreu: O núcleo de formação da Provider IT atua como um acelerador de talentos nessa transição para a IA, porque sabemos que, no Brasil, o jogo do talento técnico é de alta velocidade e alta disputa. Nossa estratégia tem três frentes principais:
Programas estruturados de entrada: Criamos programas de estágio e trainees com currículo focado em IA desde o primeiro dia. O conteúdo programático cobre desde fundamentos de machine learning, ética e governança de dados, até projetos práticos com nossos clientes reais. O objetivo é que o jovem talento já entre imerso no ecossistema de IA da empresa, com mentoria de especialistas e acesso a laboratórios de inovação.
Capacitação contínua para todos e LGPD: Anualmente, promovemos uma reciclagem corporativa obrigatória, que vai além do técnico: inclui módulos de IA para equipes comerciais, jurídicas e de atendimento, porque todos precisam entender como a IA impacta o negócio e o cliente. Para os técnicos, a reciclagem é personalizada por trilhas: desenvolvedores, cientistas de dados, arquitetos de soluções e até times de compliance recebem treinamentos específicos, sempre alinhados às tendências globais e às necessidades regulatórias locais (LGPD).
Parcerias e certificações: Firmamos parcerias com universidades e plataformas de educação em tecnologia para trazer conteúdos atualizados e certificações reconhecidas, garantindo que nossos profissionais estejam sempre à frente do mercado. Além disso, incentivamos a participação em hackathons, desafios de IA e comunidades open source, criando um ambiente de aprendizado colaborativo e constante.
O resultado é um time mais preparado, engajado e pronto para entregar valor real em IA, e isso, em um cenário de escassez de talentos, é o nosso maior diferencial competitivo.
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Marciel
Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.
