

Se você acha que seus dados estão protegidos porque tem um bom antivírus ou não clica em links suspeitos, o novo relatório global da Telecom Italia (controladora da TIM) acaba de trazer um banho de água fria, e um alerta vermelho.
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O cenário da segurança digital mudou drasticamente. Impulsionados por tensões geopolíticas e pelo uso massivo de Inteligência Artificial por cibercriminosos, os ataques de ransomware (aqueles que sequestram dados e exigem resgates milionários) dispararam assustadores 42%, ultrapassando a marca de 7.400 grandes ofensivas globais.
Mas o que realmente está tirando o sono dos especialistas não é o que já conhecemos, mas sim duas novas armas que os hackers estão usando para invadir empresas e celulares comuns: o Promptware e o Quishing.
1. Promptware: o ataque silencioso contra a Inteligência Artificial
Você provavelmente já usa ferramentas de IA no seu dia a dia profissional ou pessoal. E é exatamente aí que mora o perigo.
O Promptware é uma modalidade de ataque desenhada especificamente para manipular a IA generativa e os LLMs (Large Language Models). Os criminosos conseguem inserir instruções maliciosas ocultas (os chamados prompts venenosos) para fazer com que as IAs “留” vazem dados confidenciais, ignorem travas de segurança ou executem códigos destrutivos sem que o usuário perceba. É a tecnologia sendo usada contra si mesma.

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2. Quishing: a armadilha disfarçada em QR Code
Sabe aquele QR Code inofensivo no cardápio do restaurante, no balcão da loja ou que chega por e-mail fingindo ser uma cobrança? Ele pode ser a porta de entrada para o Quishing.
O termo mistura QR Code com Phishing (pescaria de dados). Os hackers clonam ou substituem códigos legítimos por versões modificadas. Ao escaneá-lo com a câmera do celular, em vez de abrir um site seguro, a vítima baixa um malware que rouba senhas bancárias, acessa redes corporativas e compromete dispositivos inteligentes e até conexões via satélite.
O raio-X do perigo: Hackers ficaram mais cruéis
Os dados revelados pela segunda edição do Relatório de Segurança Cibernética da operadora italiana, feito em parceria com a fundação Cyber Security, revelam uma realidade preocupante:
- Ataques em massa: Campanhas maliciosas afetaram entidades em cerca de 200 países.
- Vulnerabilidades em alta: Houve um aumento de 20% nas falhas conhecidas de sistemas, com destaque para as perigosas falhas de Dia Zero (brechas exploradas antes mesmo que os fabricantes consigam criar uma correção).
- DDoS Cirúrgicos: Embora o volume total de ataques de negação de serviço (DDoS) tenha caído 36% devido a defesas prévias, a Telecom Italia alerta: eles ficaram mais focados, persistentes e destrutivos, mirando governos, teles e transporte. O tempo de exposição a esses ataques subiu 19%.
“A resposta a ameaças não pode se limitar ao gerenciamento de emergências. É preciso investir ativamente em soberania digital, desenvolvimento de habilidades e tecnologias seguras.”, Alessandra Michelini, CEO da Telsy (braço de cibersegurança do Grupo TIM).
A mensagem do mercado é clara: a IA acelerou e automatizou as fraudes, tornando os ataques mais rápidos e difíceis de rastrear. Agora, a resiliência cibernética não é mais um problema apenas do setor de TI, mas uma questão de segurança nacional e sobrevivência de mercado.
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Redação tecflow
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