
O popular software de compactação WinRAR lançou uma correção para uma vulnerabilidade grave que permitia a execução de malwares logo após a extração de arquivos maliciosos. A falha, identificada como CVE-2025-6218, afeta apenas versões do WinRAR para Windows até a 7.11. A correção já está disponível na versão 7.12 beta 1, lançada nesta semana.
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Segundo o relatório, o problema permitia que arquivos com caminhos relativos especialmente manipulados fossem extraídos de forma “silenciosa” para diretórios sensíveis do sistema, como pastas de inicialização automática. Na prática, isso significava que arquivos maliciosos poderiam ser executados automaticamente na próxima vez em que o usuário ligasse o computador.
A falha foi descoberta pelo pesquisador de segurança whs3-detonator e reportada em 5 de junho através da Zero Day Initiative. O bug recebeu uma pontuação CVSS de 7.8, considerada de alta gravidade.

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Apesar de a execução do código malicioso ocorrer com privilégios de usuário (e não como administrador), os riscos continuam elevados. A ameaça pode ser usada para roubo de dados sensíveis, como cookies de navegador e senhas salvas, ou até mesmo para instalar mecanismos de persistência que permitam acesso remoto ao sistema comprometido.
Outro fator de preocupação é a ampla utilização de versões antigas do WinRAR, o que aumenta significativamente o risco de ataques, já que muitos usuários tendem a não atualizar o software com frequência.
Além da CVE-2025-6218, a versão 7.12 beta 1 também corrige:
- Uma falha de injeção de HTML em relatórios, identificada por Marcin Bobryk, que poderia permitir a execução de códigos HTML/JS maliciosos ao abrir relatórios em navegadores.
- Problemas menores relacionados a volumes de recuperação e perda de precisão em registros de data/hora no Unix.
Embora a falha principal não afete diretamente versões do WinRAR para Unix, Android ou código-fonte portátil, todos os usuários são fortemente aconselhados a atualizar para a versão mais recente do software.
Até o momento, não há relatos de exploração ativa da vulnerabilidade, mas considerando o histórico de ataques envolvendo o WinRAR, especialistas recomendam que a atualização seja feita imediatamente.
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Redação tecflow
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